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DOMINICA · STELLA-Elétrica

O para-raios, do risco ao laudo.

Este módulo faz o projeto de SPDA pela ABNT NBR 5419: a análise de risco calcula o nível de proteção, e do mesmo estudo saem o laudo com memória de cálculo, a prancha, o arquivo para CAD e o orçamento em reais. Este manual mostra a tela na ordem em que você vai usá-la.

Medir Risco NP calculado Arranjo Entregar
⚠️ O que este documento é
A ferramenta apoia o projeto: ela calcula, desenha e organiza. Quem assina e recolhe a ART é o responsável técnico — o laudo sai com o carimbo dele e a responsabilidade continua sendo dele. Nada aqui substitui o texto da norma nem o julgamento de engenharia.
Começar

Antes de calcular

Você precisa de três coisas, e só. O resto o programa preenche com valores comuns que você ajusta depois:

  • As medidas da edificação — comprimento, largura e altura. Trena serve.
  • O município — é dele que sai o Ng (quantos raios caem por km² por ano), que a norma manda usar. Você digita o nome e o número aparece.
  • O que existe dentro — quantas pessoas, se tem risco de incêndio, se há linha de energia chegando. É isso que faz o risco subir ou descer.
🎯 Comece pelo exemplo
Na tela do módulo há o link preencher um exemplo. Ele carrega um galpão completo — com medidas, município e entradas de risco — pra você ver o caminho inteiro antes de digitar os dados da sua obra.
Começar

Passo a passo

A tela é um assistente de três abas à esquerda e o resultado à direita. Você preenche as abas na ordem e clica em Calcular. O que aparece à direita a partir daí é o projeto.

Tela inicial do módulo SPDA
A tela do módulo. À esquerda o assistente (1 Geometria · 2 Local & risco · 3 Responsável); à direita, enquanto você não calcula, o lembrete de que o nível de proteção é calculado, não escolhido.
Aba 1

Geometria

o contorno da cobertura

São cinco caminhos para dizer o formato do telhado — do mais simples ao mais completo. Todos chegam no mesmo lugar; quem só tem uma trena começa igual a quem tem BIM:

  • Trena / medidas — digite L × W × H. É o retângulo, e resolve a maioria dos casos.
  • Desenhar — trace o contorno à mão, para planta em L, U ou recortada.
  • Foto / mapa — trace por cima de uma imagem de satélite ou da planta escaneada, dando a escala.
  • CAD — importe DWG/DXF e use a silhueta real.
  • IFC (BIM) — puxe o modelo do Drive: além do contorno, vem o relevo da cobertura (platibanda, casa de máquinas, caixa d'água), e a esfera rolante passa a correr sobre o telhado de verdade.
Aba de geometria preenchida
Geometria. Os cinco caminhos ficam lado a lado — escolha o que combina com o que você tem em mãos do projeto.
Altura é até a ponta
A altura H é medida do plano de referência (o chão) até o ponto mais alto da estrutura a proteger. Platibanda e casa de máquinas contam.
Aba 2

Local & risco

o que a NBR 5419-2 precisa saber

Aqui mora a parte que decide tudo. Digite o município e clique em Buscar Ng: o índice de densidade de descargas da tabela da norma entra sozinho (os 5.572 municípios estão embutidos).

Depois vêm as características da estrutura — tipo de ocupação, localização (isolada ou cercada de prédios), construção, piso, providências contra incêndio, risco de incêndio e perigo especial (pânico, dificuldade de evacuação). Cada um desses vira um fator de perda na conta.

Aba de local e risco
Local & risco. Município → Ng automático; abaixo, a classe de risco da estrutura com valores comuns já preenchidos.

Zonas — quando a estrutura não é toda igual

Um galpão com escritório, produção e depósito tem riscos diferentes em cada parte. Some zonas e informe piso, risco de incêndio, providências, perigo especial e quantas pessoas há em cada uma: o motor soma os componentes por zona, como a norma manda. Sem zonas, a estrutura inteira é tratada como uma só.

Linha de energia / sinal

Se há linha chegando (e quase sempre há), informe comprimento, se é aérea ou enterrada, blindagem, ambiente e a tensão suportável (Uw) dos equipamentos. É o que traz os componentes de dano vindos pela linha — que costumam ser os maiores.

Resultado

O nível de proteção

conclusão, não premissa

Ao clicar em Calcular, aparece o R1 sem SPDA, o risco tolerável (10-5/ano, Tabela 4) e a tabela de todos os níveis: para cada NP, o PB, o R1 resultante e se ele atende. O NP mínimo é o primeiro que passa — e é ele que o resto do projeto usa.

Resultado do cálculo com o nível de proteção
O veredito. R₁ sem SPDA × tolerável, a tabela por nível e o gráfico em escala log. Se nem NP I bastar, a tela diz isso em vez de fingir que atende.
Mudou algo depois de calcular?
A tela avisa: “as entradas de risco mudaram desde o último cálculo”, com o botão Recalcular agora. É o que evita emitir um laudo com o NP velho. Ao emitir, o laudo recalcula sozinho.

Otimizador de cenários

Ele varre as combinações possíveis — nível do SPDA × classe de DPS × medidas de toque e passo — e mostra o arranjo mais barato que ainda atende a norma. Serve para responder “dá pra sair de NP II se eu puser DPS melhor?” com número, não com achismo.

Desenho

O 3D e o arranjo

a esfera rolante que você enxerga

O 3D mostra a esfera rolante do nível calculado repousando sobre a cobertura, e pinta o telhado de verde (protegido) ou vermelho (exposto). O veredito vem do motor de cálculo, não do olho — o desenho só deixa você ver o que a conta diz.

Vista 3D da esfera rolante sobre a cobertura
Mini-BIM. KPIs no topo (raio da esfera, % protegido, nº de captores e descidas). Clique num captor para editar; use + Mastro ou + Descida e o próximo clique posiciona. Ctrl+Z desfaz.
  • Captor — plante mastros onde quiser, com altura e tipo próprios; a cobertura recalcula na hora.
  • Descida — clique na fachada; marque as que são naturais (pilar/armadura aproveitada), que não viram condutor no orçamento.
  • Malha — arraste a grade da gaiola de Faraday e ajuste o módulo.
  • Camadas — ligue/desligue envoltória, esfera, malha, cabo suspenso e descidas. Animar faz a esfera varrer a cobertura sozinha.

O que você desenhar aqui vai para a prancha, o DXF e o quantitativo — o desenho assinado é o mesmo que o orçamento pagou.

Aterramento

5.5 e a Figura 3

Informe o arranjo (anel, fundação interligada, radial) e a resistividade do solo. Com solo ruim e NP alto, o comprimento mínimo de eletrodo cresce — e o quantitativo cresce junto, o que costuma ser a maior surpresa de custo do projeto. Se a armadura da fundação for aproveitável (construção nova, continuidade durável, trespasse), declare: some o anel e as hastes, e entra a ligação à armadura.

DPS

proteção interna, NBR 5419-4

O painel de coordenação de surtos monta os três estágios (Classe I no quadro geral, II nos quadros de distribuição, III no ponto sensível) a partir da tensão da instalação, do número de serviços e das zonas de proteção. Eles entram no orçamento junto com o resto.

Uma premissa que sai impressa
A análise de risco assume DPS coordenado — é isso que reduz os componentes de dano vindos pela linha. O laudo declara essa premissa em texto: se o DPS não for instalado, o risco calculado não vale.

Orçamento

do quantitativo ao real

O quantitativo (cabo, hastes, captores, presilhas, conexões, DPS) vira orçamento em reais com preços de referência que você edita — e os preços ficam salvos junto com o estudo. É o que liga a decisão técnica ao custo: trocar de NP, aproveitar a fundação ou usar cobertura metálica como captor natural mexe no número na hora.

Entregar

Laudo

memória de cálculo aberta

O botão Ver laudo abre o memorial completo em outra aba — imprima em PDF pelo próprio navegador. Ele traz o gerenciamento de risco (R₁ por nível, componentes, frequência de danos), o dimensionamento físico, o quadro de materiais, o carimbo do responsável técnico e um código de verificação que amarra o documento aos dados que o geraram.

Laudo do SPDA com memória de cálculo
Laudo. Cada número citando tabela e cláusula — feito para ser conferido, e discordado se for o caso.
Entregar

Prancha e DXF

Gerar prancha monta a planta de cobertura com corte, detalhe, quadro de materiais e carimbo, no formato de folha que você escolher — baixe em SVG. Baixar DXF gera o arquivo para CAD em camadas separadas (edificação, captação, descidas, aterramento), em metros, que abre no visualizador da própria plataforma e em qualquer CAD.

Prancha de projeto do SPDA
Prancha. O que está desenhado aqui é o mesmo arranjo do 3D e o mesmo que o quantitativo orçou.
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Bancada de estudos

Dê um nome e clique em Salvar novo: o estudo inteiro (medidas, entradas de risco, arranjo, preços) fica guardado na empresa. Reabrir traz tudo de volta, e cada gravação vira uma revisão datada — dá para ver o que mudou entre uma versão e outra do projeto.

Saber

O que é grátis

No plano gratuito, o Stella-Elétrica dá um cenário completo:

  • O Calcular roda uma vez — confira Ng, medidas e entradas de risco antes de clicar. O cenário calculado fica inteiro: 3D, orçamento e 1 estudo salvo.
  • A primeira entrega é por nossa conta: um laudo limpo (botão Emitir via limpa, cortesia única) e uma baixada de DXF.
  • Depois disso, o laudo sai marcado como minuta e o DXF pede o plano Pro.

No Pro: cenários e recálculos ilimitados, laudos limpos, DXF e estudos sem limite.

Saber

Quem acessa

O módulo tem permissão própria, dada e tirada em Administração:

  • spda.ver — calcular, consultar e emitir laudo, prancha e DXF.
  • spda.gerenciar — salvar e apagar estudos da bancada da empresa.

Quem administra a conta já tem as duas. Os papéis de obra (empreiteiro, fiscal, leitor) não recebem o SPDA por padrão — projetar para-raios é de quem assina o projeto elétrico, e o acesso se concede na mão, por pessoa.

Saber

O que ele NÃO faz

Dizer o limite é parte de merecer confiança:

  • Não assina por você. O laudo é apoio ao projeto; a ART e a responsabilidade técnica são de quem assina.
  • Não substitui a norma. O uso profissional pressupõe que você tenha a NBR 5419 licenciada junto à ABNT.
  • Não faz medição de resistência de aterramento nem laudo de inspeção de SPDA existente — ele projeta.
  • Material inflamável sob cobertura metálica: a norma pede estudo térmico próprio (Tabela 4). Nesse caso a ferramenta devolve pendência em vez de veredito — de propósito.
  • Descarga lateral acima de 60 m e o método detalhado de kc do Anexo C não estão implementados; a ferramenta usa o valor tabelado, do lado seguro.
Saber

De onde vem cada número

Todos os parâmetros foram conferidos célula a célula contra o texto da ABNT NBR 5419:2026 — as quatro partes:

  • Parte 2 (risco): tabelas A.1–A.4 (áreas e fatores), B.1–B.9 (probabilidades), Anexo C (perdas), e o Ng por município da Tabela F.1.
  • Parte 3 (SPDA): Tabela 2 (esfera e malha), Tabela 3 (captação natural), Tabela 5 (descidas), Tabelas 7 e 8 (condutores e eletrodos), Tabelas 11–13 (ki, km, kc), 5.5 e Figura 3 (aterramento), Figura 1 (ângulo de proteção, extraída do desenho vetorial da norma).
  • Partes 1 e 4: parâmetros da corrente de descarga e coordenação de DPS.

Cada resultado é calculado por dois motores independentes que precisam concordar dígito a dígito — é essa redundância que sustenta a memória de cálculo aberta do laudo.

Achou um número estranho? É exatamente o retorno que serve para nós — nos conte pelo ? Ajuda ou no grupo do beta, com print e o que você esperava. 🙏